A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu nesta sexta-feira (8) investigação sobre denúncias de suposto favorecimento a ex-dirigentes da estatal chamados para prestar esclarecimentos na CPI da Petrobras.
A apuração preliminar foi aberta a pedido do PSDB depois de reportagem da "Veja" apontar o envolvimento dos senadores senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Pimentel (PT-CE) e funcionários no envio antecipado de perguntas aos depoentes.
De acordo com a revista, a atual presidente da estatal, Graça Foster, o ex-presidente Sérgio Gabrielli e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró teriam obtido acesso às perguntas antes de ir à comissão do Senado.
O PSDB pediu apurações na área cível, para saber se houve improbidade administrativa, e na área criminal, para saber se houve cometimento de crime. No caso da investigação cível, o procurador Ivan Cláudio Marx viu elementos para a abertura da investigação contra os parlamentares e funcionários do Senado e da estatal.
A apuração na área criminal, por envolver autoridades com foro privilegiado, foi encaminhada para a Procuradoria Geral da República. Conforme a Constituição, senadores só podem ser investigados pela PGR em inquérito autorizado pelo Supremo.
A CPI foi aberta em maio no Senado para investigar as suspeitas de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, pela Petrobras, ao custo de US$ 1,3 bilhão, e as denúncias de que houve desvio de recursos na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Depois, foi instalada também uma CPI mista.
O senador José Pimentel (PT-CE), relator da CPI exclusiva do Senado que investiga a Petrobras,divulgou nota oficial para negar denúncias de suposto favorecimento a ex-dirigentes da estatal. "O relator não se reuniu e nem orientou o depoimento dos investigados", disse a assessoria em nota oficial.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) disse por meio de nota que a representação do PSDB é “pura disputa política”. Ele destacou que o pedido de investigação é fundamentado em “um vídeo ilegal e flagrantemente editado” e que seu nome foi citado “sem nenhum contexto plausível”. O senador reitera que não participa de nenhuma das duas comissões de inquérito que apuram irregularidades na Petrobras.
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